Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Diz que sou radioactiva

Diz que não faço um post há meses.
Diz que ando preguiçosa.
Diz que não tenho desculpa.
Mas, guess what?... Estou de volta!

(ok, isto foi uma quadra? XD)

Tomem lá uma super musiquinha dos fantásticos "Imagine Dragons" como pseudo pedido de desculpas pela ausência (até o blogger me tirou a lista de blogs que seguia *tear* EDIT: VOLTOU!).

Ah, e Btw.

YAY, 60 seguidores!


Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2013

Yey Filmes sobre senhores mortos, yey!

Bem, aparentemente o cinema estes dias está cheio de filmes sobre senhores mortos. E o pior? Quero ver tudo o que é filme que anda por aí! Ai o money que eu não tenho!

Bem, primeiro vamos ao Senhor Presidente *vénia* Lincoln. Tendo acabado ontem de ler "Abraham Lincoln: Vampire Hunter" (que é basicamente uma biografia do senhor com vampiros misturados) devo dizer que estou mortinha para ver este, porque o Ab é um badass, e não precisa de caçar vampiros para tal. Um americano inteligente, deuses! A raridade!

O que me lembra... Abraham Lincoln e Martin Luther King Jr. fechados numa sala. The awesomeness of the situation. *sighs*

Enfim, tomem lá o trailer!

Segundo homem morto do dia é Alfred Hitchcock, que segundo consta também não era lá muito bom da cuca. Mas disso é que nós gostamos, certo? Segundo me parece, o filme é mais especificamente sobre o making off (e a polémica) de Psycho, um clássico do terror e dos mais conhecidos filmes da história do cinema.

Depois há o "Warm Bodies" em que também há gajos mortos... ou mais ou menos! Mas desses falo depois. ;)

Mundo Cinéfilo: O Impossível [2012]



Título original: Lo Impossible
De: Juan Antonio Bayona
Com: Naomi Watts, Ewan McGregor, Tom Holland, Samuel Joslin, Oaklee Pendergast
Género:  Drama, Thriller
Classificação: PG-12
Outros dados: Espanha, 2012, Cores, 114 min.


Baseado na história real de uma família Espanhola que viveu o pesadelo que o Tsunami de 2004 que varreu a Indonésia é talvez certo afirmar que, quando se vai ao cinema para ver um filme como "O Impossível" não vamos por causa da acção, ou dos efeitos especiais, ou dos actores. Não, o que cativa primariamente o espectador para o filme é a certa morbidez própria da curiosidade humana. É o querermos saber mais sobre algo que vimos na televisão, sobre um pesadelo vivido por muitos mas a centenas de milhas do imaginário da maioria. Ninguém que pise a sala de cinema para ver "O Impossível" vai pelo Cinema. Que o filme entregue, mais que a história, cinema de qualidade ao espectador acaba por ser uma mais-valia. 

"O Impossível" é, antes de mais, um filme extraordinariamente bem feito a nível visual. Longe vão os tempos em que uma onda gigante digitalmente conseguida não passava disso. Na verdade as ondas, bem como todas as imagens, quer em plano aberto quer em pormenor, passando pelos ferimentos dos actores (e, pessoas sensíveis, cuidado a ver este filme pois haverá lá uma altura em que muito provavelmente vos vai apetecer mandar as pipocas para fora do estômago) são tão incrivelmente reais que é impossível haver indiferença por parte do espectador, mesmo que a história não fosse baseada em factos reais. Para contribuir com este realismo cru, temos os actores, sendo a equipa principal, a família, de especial destaque por todos os motivos. Naomi Watts, nomeada para Oscar pela sua prestação, está soberba, mas é em minha opinião o jovem Tom Holland, no papel de Lucas, que arrebata a melhor interpretação. É Lucas, o filho mais velho que se vê directamente responsável pela vida da mãe, confrontado com a quase certa morte do pai e dos dois irmãos mais novos, e que vê a sua bondade e humanidade testada, que nos emociona e transporta para aquele local. Para além de Tom, também o pequeno Oaklee, e principalmente Samuel destacam-se positivamente, demonstrando grandes capacidades de representação apesar da pouca idade. E, com isto tudo, Ewan McGregor acaba por ser a sombra, talvez pelo curto tempo de ecrã quando comparado a Watts, apesar de ter uma prestação bastante positiva.

Um filme emocionante e fascinante, carregado de lições sobre a vida, a família, o amor e a capacidade de ajuda do ser humano, e com uma narrativa que vale completamente pela excelente capacidade dos actores.

Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013

Mais um selinho lindo!


A minha colecção de selos está a começar a ficar muito grande e lindinha e graças à Patty do Chaise Longue, à Ruiba do Illusionary Pleasure e à Fii do Pasta de Papel (amu vcs, apesar de só me darem trabalh) tenho aqui o selo Liebster Award para se juntar à sala dos troféus. Então, vamos lá!


O Liebster Award é um selo criado com o intuito de promover e divulgar blogs com menos de 200 seguidores. As regras são as seguintes:
- Lista com 11 factos sobre nós;
- Responder às 11 perguntas que nos atribuíram;
- Nomear 11 bloggers com 200 ou menos seguidores, colocar o link dos blogs e avisá-los;
- Fazer 11 novas perguntas para esses mesmos bloggers.

11 Factos sobre mim:
- Gosto de comida Italiana;
- Prefiro gatos a cães;
- Conheci online a maioria dos meus amigos;
- Odeio presunção;
- Odeio Blogues-Catálogo;
-Odeio opiniões literárias que sigam o esquema Resumo gigantérrimo do livro + "Ah, gostei muito e aconselho";
- Pipocas para mim são preferencialmente salgadas;
- Ice Tea da Lipton é que é!
- Sou a rainha do "eu gostava MESMO de saber fazer aquilo";
- Não percebo a utilidade dos Ipads. Um tablet rafeiro serve perfeitamente (and I love my coby <3);
- Gosto de capicuas.

Perguntas da Patty:
1 - Género Preferido: Fantasia ou romance histórico. Mas nada de misturas, a não ser que estejamos a falar de "Abraham Lincoln: Vampire Hunter"
2 - Personagem mais marcante: Hum... Hermione Granger, porque é a minha gémea numa dimensão distorcida. E Daemon Sadi. Porque é o Daemon Sadi.
3 - Lês noutra lingua: Sim, em inglês.
4 - Já aderiste à era digital: Sim, li a trilogia do Na Cama com o Highlander no tablet porque... bem, quem é que dá dinheiro por aquilo?
5 - Livro Preferido do ano passado: O primeiro que me veio à cabeça foi "Drácula", que por acaso foi o primeiro que li o ano passado. E "A Sangue Frio" de Truman Capote. Ambos AWESOME!
6 - Primeiro livro deste ano: *vai ao goodreads consultar cábula* "Confissões ao Luar" de Alice Hoffman. Definitivamente comecei melhor no ano passado.
7 - último livro comprado: no idea, porque não tenho dinheiro para comprar livros. Mas assim de repente, talvez a trilogia do "Hunger Games" em inglês (num pack preto lindinho *.*)
8 - Livro que mais detestei: 50 Shades of Grey... ou True Blood. A disputa é cerrada, mas ambos dão excelente combustível para lareiras.
9  - Editora que mais compro: Well, eu não compro muito, mas se pudesse Saída de Emergência. Apesar de achar que eles são uns chulos nos preços, publicam os livros que mais me interessam.
10 - Autor nacional preferido - Isabel Stilwell. Apaixonei-me pela escrita dela desde um editorial sobre Harry Potter na Notícias Magazine, aquando a saída do filme da câmara dos segredos.
11 - Não leio nem que me paguem: Honestamente, leio tudo desde que paguem bem.

Perguntas da Ruiba (bai sair merda):
1 - Se pudessem escrever um livro, qual seria a primeira frase? - Depende do livro?
2 - Se de repente vos saltasse o Mr. Darcy do livro, o que fariam? - Fugiria a correr, porque isso não é normal, e mesmo que existisse era suposto o Darcy estar morto porque... wel... 2013.
3 - Se trabalhassem numa editora e pudessem mudar uma coisa, o que mudariam? - Mudar na minha editora? O papel de parede, porque a minha editora seria perfeita em todos os outros aspectos.
4 - Qual o livro não traduzido para português que adorariam ver nas estantes portuguesas? - Qualquer volume da Série Darkover ainda não traduzido
5 - A que horas costumam ter mais disposição para escrever críticas/opiniões? - Nenhuma, tenho de me ameaçar a mim mesma com um lápis afiado contra a garganta.
6 - Escrevem com ou sem música? - Sem. Ouvir música sem prestar atenção é uma desonra para a música em si. Ouço-a antes de escrever, para interiorizar o estado de espírito necessário.
7 - Se encontrassem o George R. R. Martin na rua, o que lhe perguntariam? Quantos inner editores ele tem e quais as suas personalidades.
8 - Quanto tempo ficaram sem comprar um livro? Visto que não tenho dinheiro, tenho uma capacidade astronómica para ficar resmas de tempo sem comprar livros, mas o máximo?... Desde que nasci até ao dia que comprei o 1º livro com as minhas poupanças.
9 - Quando comprar um livro qual é a primeira coisa que notam? A capa? Tipo, no shit, Sherlock!
10 - Situação mais embaraçosa na FNAC/ Bertrand. Quando eu e o cocas fizemos uma filmagem da fila de espera para o Martin e falámos com o pessoal que lá estava sem conhecermos ninguém de parte nenhuma. Ainda não sei onde pára esse filme.
11 - Alas, the last one se pudessem trocar UM e-mail com o Christian Grey, o que diriam?. "Sorry, wrong e-mail adress."

Perguntas da Fii:
1 - Média de livros num mês: uns 3... Média fraquiiinha
2 - Personagem com quem me casava: tenho vários maridos, mas para não fugir à pergunta ali em cima, Daemon Sadi
3 - tornar real um mundo de um livro: Harry Potter, obviously! Oh, wait, that's real already!...
4 - Filme favorito: Algures entre Cidade dos Anjos, Gladiator, Atonement, Senhor dos Aneis, Curious Case of Benjamin Button, etc etc etc
5 - Viagem de Sonho: Egipto
6 - Livro + ilha deserta: um compêndio de Harry Potter, sete volumes num
7 - Como me imagino daqui a dez anos: com mais rugas.
8 - Livros ou e-books. Livros. E-books não têm cheiro.
9 - Extravagância - 45 euros em cabeleireiro + maquilhagem + unhas para uma noite (baile de finalistas). O pior é que nunca pensei que fosse tanto! Credo!
10 - Anos com que li o meu 1º livro. Quando comecei a ler, aposto. 6, talvez?
11 - Qual foi? Uma Anita qualquer, provavelmente.

11 Bloggers:
Tales of Gondwana 
Cantinho da Moggo
My Own Fantasy World
Ler Por Gosto Não Cansa
Como dar de volta não vale, vão só estes 4!

11 perguntas:
Como eu sou muito generosa digo-vos para responderem a TODAS as perguntas a que eu tive de responder. Porque são giras e todas diferentes. Enjoy! :P

Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013

Big Borgias Squee

PAROU TUDO!!!


É desta!!! É MESMO DESTA!

OMM, OMM! *faints*



PS: I'm so wierd sometimes. And you know what? I don't even care!

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

Opinião literária: "Predestinado" de Philippa Gregory



Sinopse:

Estamos em 1453 e todos os sinais apontam para que o fim do mundo esteja iminente. Acusado de heresia e expulso do seu mosteiro, Luca Vero, um atraente jovem de 17 anos, é recrutado por um misterioso estranho para registar o fim dos tempos por toda a Europa.
Obedecendo a ordens seladas, Luca é enviado a cartografar os medos da Cristandade e a viajar até à fronteira do bem e do mal. Isolde, de 17 anos, abadessa, está presa num convento para impedir que reclame a sua enorme herança. Quando as freiras ao seu cuidado enlouquecem com estranhas visões, sonambulismo e exibindo estigmas, Luca é enviado para investigar e todas as provas incriminam Isolde. No pátio do convento constrói-se uma pira para a queimar por bruxaria. Forçados a enfrentar os maiores medos do mundo medieval – magia negra, lobisomens, loucura – Luca e Isolde embarcam numa busca pela verdade, pelo seu próprio destino e até pelo amor, enquanto percorrem os caminhos desconhecidos até à personagem histórica real que defende as fronteiras da Cristandade e detém os segredos da Ordem das Trevas.

Opinião:
Para quem tem andado enterrado num abrigo nuclear nos últimos anos, faça-se saber antes de mais que eu sou uma fã de Philippa Gregory. Portanto podem imaginar o tamanho do "Squee, Gregory!" quando isto me chegou às mãos.
Com este livro Philippa Gregory traz-nos algo que nunca havia feito antes: Young Adult. Isto criou-me uma cisma, uma vez que eu por alguma razão tenho tendência a não gostar muito de Young Adult, pelo menos do que tenho lido por aí, com algumas excepções. Este livro confirmou que a cisma não tem nada a ver com o género. O problema é mesmo a quantidade de lixo a ser publicada por esse mundo fora.
Não, não esperem deste primeiro livro de uma série algo digno de figurar na memória da literatura. O enredo é simples, as personagens também, os acontecimentos relativamente previsíveis, e nota-se que Gregory não sabe ainda muito bem os limites da fronteira entre YA e... bem, não YA. Seria de esperar, por exemplo, mais pormenores sobre Luca Vero e o seu treino, o que faz dele um jovem tão promissor e talentoso, ficando por esclarecer questões simples como a obrigação dele de ser celibatário.
Apesar disto, o livro é interessante na medida em que reflecte uma necessidade da autora de fugir do seu contexto habitual e divertir-se com uma série de personagens improváveis, sendo a muçulmana Ishraq e o cozinheiro impertinente Freize as duas mais marcantes e carismáticas.
Um bom livro, simples, com uma história de certa forma divertida, marcando o início daquilo que poderá ser uma Série a seguir.

Sábado, 12 de Janeiro de 2013

Mundo Cinéfilo: O Hobbit: Uma Viagem Inesperada [2012]



Título original: The Hobbit: An Unexpected Jouney
De: Peter Jackson
Com: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage
Género: Adventure, Fantasy
Classificação: PG-13
Outros dados: EUA, 2012, Cores, 169 min.


LET'S GO FANGIRLIIIIIIIIING!!!!!!

PS - Caso não tenham percebido, esta exclamação aqui em cima *aponta* significa que isto estará pejado de spoilers. Also, o post está cheio de exclamações sentimentais e sem sentido. Prossigam por vossa conta e risco.


Opinião literária: "A Sua Última Duquesa" de Gabrielle Kimm



Sinopse:

Quando Lucrécia de Médici, de dezasseis anos, casa com o quinto duque de Ferrara, Afonso d’Este, imagina que a vida com o seu vistoso marido será idílica. Mas mal ela sabe que é um homem muito complicado. O casamento é fértil em dificuldades desde o início e, à medida que o tempo passa, Lucrécia torna-se cada vez mais distante. Para Afonso, a pressão aumenta quando o Vaticano ameaça reclamar o seu título se o casal não conseguir gerar um herdeiro.
Só a amante, Francesca, parece capaz de domar a sua fúria crescente. Mas o ressentimento de Afonso para com a sua duquesa depressa se torna insuportável, e começa a urdir um plano inacreditável para fugir aos seus problemas.
Um plano com consequências nefastas que culmina com o desaparecimento até hoje questionado pelos historiadores de Lucrécia de Médici.

Opinião:
Com a sua fantástica capa como bom prenúncio para a leitura do livro, "A sua Última Duquesa" chegou-me às mãos com um vaticínio de um Romance Histórico com mais romance do que História. Apesar de tal não ser minimamente mentira, não podemos tirar crédito ao livro. Gabrielle Kimm narra com uma beleza simples aquilo que se propõe a narrar: os acontecimentos ocorridos durante o casamento de Lucrécia de Médici e o estranho desaparecimento da personagem principal. Nada mais, nada menos.
Dou à autora o crédito de tornar aquilo que é uma história básica numa narrativa relativamente interessante, que apesar de não prender o leitor da primeira à última página o mantém interessado tempo suficiente para chegar ao fim do livro, apesar dos acontecimentos ocorridos serem relativamente previsíveis.
As personagens são, talvez, o ponto mais fraco não porque sejam restritamente estereotipadas, mas por não terem qualquer característica interessante. Sabemos que a característica principal de Lucrécia é a sua pureza, mas fica por perceber se ela tem de facto personalidade ou é apenas uma criança rebelde a deambular por um castelo que não conhece. Afonso, por seu lado, é confuso. Não há espaço para o leitor ter qualquer tipo de relação e/ou sentimento com ele e as razões principais para o falhanço do casamento com Lucrécia são tremendamente mal explicadas.
Terei de reconhecer, no entanto, uma virtude ao livro: num tempo em que tantas propostas de leitura de um verdadeiro Romance Histórico nos saem furadas, por entre romeliquices e tretas semelhantes, ninguém que queira ler "A sua Última Duquesa" o faz por engano.
Um livro medianamente interessante, mas muito pouco memorável.

Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2012

Opinião literária: "Luz e Sombras" de Anne Bishop



Sinopse:
Desde o massacre das bruxas, os Fae, que deviam poteger as suas primas há muito esquecidas, ignoraram as necessidades do resto do mundo. Agora as sombras voltam a alastrar-se sobre as aldeias do oriente. Sombras negras e poderosas que ameaçam todas as feiticeiras, todas as mulheres e os próprios Fae. Apenas três pessoas podem fazer frente à loucura coletiva que se está a disseminar e impedir que mais sangue seja derramado: o Bardo, a Musa, e a Ceifeira. Aiden, o Bardo, sabe que o mundo está dependente da proteção dos Fae, mas estes recusam-se a escutar os seus avisos sobre o mal que se esconde nas florestas. Vê-se obrigado a partir com o amor da sua vida, Lyrra, a Musa, numa aventura arriscada em busca do único Fae capaz de fazer o seu povo despertar da indiferença. Se os Fae não agirem depressa, ninguém sobreviverá…

Opinião:
Depois de Pilares do Mundo chega-nos o segundo volume da primeira trilogia da carreira de Anne Bishop, publicado pela Saída de Emergência (já agora, uma capa maravilhosa, à semelhança do volume anterior, well done para quem escolheu).

Apesar de ser sempre minha premissa ser imparcial e objectiva nas opiniões (o facto de muitas vezes falhar redondamente na tarefa não conta, ok?) não é simplesmente possível sê-lo com Luz e Sombras. E isso por duas razões. Em primeiro lugar estamos a falar de Anne bishop, uma das minhas autoras preferidas principalmente pelas personagens que constrói. Em segundo lugar, Luz e Sombras veio ajudar-me numa altura em que o entusiasmo pela leitura parecia esgotado e irrecuperável. Parte positiva? Afinal não estava!

Sendo este o segundo livro de uma trilogia é impossível não o comparar com o volume anterior. E a realidade é que se nota um crescimento evidente da história e das personagens. Se em Pilares do Mundo era evidente a inexperiência e uma certa imaturidade de Bishop como autora (a promoção desta trilogia como “A nova trilogia da autora das Jóias Negras não abona em nada a favor da autora, diga-se de passagem), também é verdade que em Luz e Sombras se começa a ouvir um eco da voz que tem actualmente. O enredo continua simples, e o worldbuilding básico, mas há algo nas personagens, no modo de construção dos diálogos, no estilo de escrita que denota crescimento da autora e que delicia genuinamente o leitor.

Apesar da leitura extremamente agradável, do modo encantador como está escrito e da própria temática, desengane-se quem vier à procura de um livro maravilhoso, espectacular, fora de série. Luz e Sombras é mágico pela sua simplicidade e pelo ligeiro sorriso que deixa no rosto, sem simultaneamente marcar particularmente o leitor. Uma leitura leve altamente recomendada!

Personal wish right now...

Não é que seja algo de mais, mas bem que podia acontecer.